Amores Platônicos
Postado por larichii , domingo, 21 de agosto de 2011 17:12
Sabe, tá tudo indo muito rápido aqui dentro. Mas não que isso seja ruim, só é meio que novo. Ou talvez nem seja novo, talvez eu tenha perdido o costume de me perder desse jeito. E, eu to perdida! Acho que nunca estive tanto como estou hoje.
Falo de você para todas as minhas amigas, e todas acham graça de eu, na idade em que estou, estar tento um amorzinho platônico (pois é, chamam assim, agora, o famoso “amor a primeira vista”). E todas me dizem que devo esbarrar em você, perguntar algo, puxar assunto... Parece que não me conhecem mais: nunca teria coragem nem de te falar “oi”. Talvez venha daí o tal do “amor platônico”, não é?
Mas eu não consigo mais evitar passar os dias pensando em você. Imaginando-nos em um futuro próximo. Consigo visualizar claramente nós dois deitados no chão da sala, com uma luz ambiente, bebendo um vinho qualquer e rindo de músicas, fotos, cartas do nosso passado, trocando experiências vividas. E quem sabe até fazendo planos para o futuro.
Por enquanto, só fico com essa sensação que os apaixonados sentem, e que eu, particularmente, nunca havia sentido tudo isso de forma tão intensa. Estando longe de você ou não, sinto meu coração pulsando, mas não como qualquer coração! Sinto-o, como se tivesse vontade própria, como se quisesse me mostrar que preciso estar com você. Parece até que consigo sentir claramente o sangue passando por cada veia minha, até chegar aos capilares. Sem falar das clichês borboletas no estômago, que, no meu caso mais me parece ter engolido um gelo gigante, e de vez em quando ele congela tudo ao seu redor, causando uma certa paralisia momentânea.
Sinto frio, sinto calor, tenho piques de náuseas e às vezes fico até tonta. Isso mais me parece uma doença, mas não! É só você que entrou de vez no meu coração, ou até pior: entrou no meu cérebro.
Escrito há um mês atrás...

