A origem desses sentimentos

Postado por larichii , segunda-feira, 26 de setembro de 2011 11:25

Acho que entendi uma coisa... Desde sempre tive essa idéia utópica de encontrar o amor da minha vida. Que coisa, não é? Em pleno século XXI e ainda fico sonhando acordada. Sempre desejei um sentimento tão intenso que me tirasse a capacidade de raciocinar, algo que me daria coragem de fazer loucuras, esses típicos clichês de amor. Mas isso nunca chegou.


Não digo que não tive relacionamentos, ou possíveis príncipes encantados. Mas sempre que começava a sentir aquelas sensações de amor, eu me fechava! Estranho, eu sei, para uma pessoa que sonha em ter um amor de verdade... Cheguei até a pensar que tinha fobia de amor! Mas agora encaro o meu problema de cara.

Não tenho essa tal fobia não, só não sei o que é! Nunca tive isso, e não falo só de relacionamentos amorosos, falo de familiares,d e amicais. Nunca tive algo devastador, nunca consegui me entregar por completo em nenhum tipo de relacionamento. Não me dou a liberdade de dar o que estou recebendo, mesmo que seja algo simples, com expressar os sentimentos. Não consigo!

E isso tudo, é derivado da minha falta de amor... Queria que tivessem me ensinado a amar, queria que alguém tivesse me deitado na cama, em uma noite qualquer, e me contado a historia de amor mais banal, mas uma historia marcante. Não queria ter aprendido isso sozinha. Agora sinto-me como um animal irracional, se deparando com algo desconhecido: ou ele ataca, ou ele vai com muita “sede ao pote”, ou ele foge. Nunca aceita com facilidade, e é raro conseguir não ter medo e fugir.

E essa minha necessidade de amor é, na verdade, uma fachada para esconder a minha verdadeira fobia: do desamor. Não quero morrer sem contar para meus filhos como conheci o pai deles, contar minha história predileta de contos infantis, uma historia inventada, nas minhas noites de insônia. Quero ensinar alguém o que é o amor.

Nem todos "não te entendem"

Postado por larichii , segunda-feira, 19 de setembro de 2011 10:33

Tá tudo parecendo tão difícil. Não os estudos, nem os romances... A vida, eu acho. Já faz tempo que eu tento me explicar isso, pra ver se entendo. E ainda não consegui. Sabe, eu sempre tive essa mania de tentar me entender, de tentar saber quem eu realmente sou, e sempre achei que, aos olhos das outras pessoas, eu era fraca, sem personalidade alguma e principalmente sem graça alguma.


E esses dias atrás, duas pessoas que eu gosto muito, mas não tenho tanta “intimidade” ao ponto de falar sobre a minha vida, me abordaram com esse assunto, em duas situações completamente distintas.

A primeira situação, a pessoa (que não, não citarei o nome, nem grau de amizade) estava tentando me entender, entender minhas decisões definitivamente sem lógica, meu jeito de pensar e o que estou sentindo. E ela me disse as seguintes palavras (lógico que vou passar do jeito que lembro): “Você não tá nem ai pra agradar a pessoa. Se você gosta, gosta e ponto, não fica correndo atrás, nem demonstrando isso! Acho legal isso em você. E uma coisa que eu percebo, é que você não gosta de pedir as coisas, tenta ser bem independente, mesmo precisando muito, que nem agora, você não dá o braço a torcer.”

E eu me vi ali, em poucas palavras, descrita. Confesso que fiquei impressionada! Sempre achei que as pessoas não entendiam esse meu jeito “orgulhoso” de ser. Sempre achei que todos pensavam que eu só era boba mesmo. Mas não, essa pessoa me descreveu, em um dia qualquer de primavera, em dois minutos, aproximadamente. Fez uma coisa que eu tento fazer a anos.

Já a segunda situação foi mais complexa. Vindo da pessoa que mais esteve próxima de mim do que todas que eu conheço, a que mais conviveu comigo, mas ao mesmo tempo esteve mais distante também, no sentido de intimidade (novamente, graças a mim). E em um clima de discussão ainda por cima, o que intensifica a opinião. Estávamos discutindo, de maneira bem agressiva, devo dizer, quando chegamos ao assunto do meu jeito de ser. E então ela disse: “você é uma pessoa legal, pra mim, você foi a pessoa mais legal do mundo, uma pessoa sincera, que soube me ajudar quando precisei, que me escutava, mas você nunca veio se abrir comigo, eu sempre tenho que perguntar aqui e ali. Você não precisa ter vergonha de nada, nem ficar pensando no que os outros vão pensar. É só você se soltar, não ter medo do que quiser fazer. Por exemplo, com relacionamentos: você é linda, mas não se valoriza, você não tem confiança em você. Mas devia ter! Você tem que gostar de você! Tem um rosto lindo, olhos, cabelos, é alta, tem bunda, perna grossa (sim, ela falou isso...). Isso os homens gostam! [...] Só quero te dizer que não te acho uma pessoa entediante, muito pelo contrário! [...] Mas a gente não muda do dia pra noite. É isso que eu quero te mostrar, que as coisas mudam e que não temos que ter medo disso! Entende?”

E essa foi a conversa mais produtiva (para mim) que eu tive nos últimos anos da minha vida. O que mais me chocou, é que veio da minha irmã! Com quem não divido nada da minha vida, quem eu pensava que definitivamente não entendia nem ao menos porque eu gosto de rock. Mas estava errada. Ela me conhece, mais do que muita gente ao meu redor! Ela soube também falar, em uns 15 minutos, as coisas que me atormentam desde os meus 14 anos. A “aprovação da sociedade”, a minha baixa auto-estima, a minha dificuldade de fazer amigos e o meu medo de mudanças.

Enfim, não sei mais o que falar.

Amores Platônicos

Postado por larichii , domingo, 21 de agosto de 2011 17:12

      Sabe, tá tudo indo muito rápido aqui dentro. Mas não que isso seja ruim, só é meio que novo. Ou talvez nem seja novo, talvez eu tenha perdido o costume de me perder desse jeito. E, eu to perdida! Acho que nunca estive tanto como estou hoje.

      Falo de você para todas as minhas amigas, e todas acham graça de eu, na idade em que estou, estar tento um amorzinho platônico (pois é, chamam assim, agora, o famoso “amor a primeira vista”). E todas me dizem que devo esbarrar em você, perguntar algo, puxar assunto... Parece que não me conhecem mais: nunca teria coragem nem de te falar “oi”. Talvez venha daí o tal do “amor platônico”, não é?

     Mas eu não consigo mais evitar passar os dias pensando em você. Imaginando-nos em um futuro próximo. Consigo visualizar claramente nós dois deitados no chão da sala, com uma luz ambiente, bebendo um vinho qualquer e rindo de músicas, fotos, cartas do nosso passado, trocando experiências vividas. E quem sabe até fazendo planos para o futuro.

      Por enquanto, só fico com essa sensação que os apaixonados sentem, e que eu, particularmente, nunca havia sentido tudo isso de forma tão intensa. Estando longe de você ou não, sinto meu coração pulsando, mas não como qualquer coração! Sinto-o, como se tivesse vontade própria, como se quisesse me mostrar que preciso estar com você. Parece até que consigo sentir claramente o sangue passando por cada veia minha, até chegar aos capilares. Sem falar das clichês borboletas no estômago, que, no meu caso mais me parece ter engolido um gelo gigante, e de vez em quando ele congela tudo ao seu redor, causando uma certa paralisia momentânea.

      Sinto frio, sinto calor, tenho piques de náuseas e às vezes fico até tonta. Isso mais me parece uma doença, mas não! É só você que entrou de vez no meu coração, ou até pior: entrou no meu cérebro.

      Pronto! Você já me infectou. Já não consigo não sorrir quando te vejo, mesmo que eu desvie o olhar quando os seus olhos caem sobre os meus.

      Então me faz um favor? Entra na minha vida, faz os nossos caminhos se encontrarem e não se separarem mais?



Escrito há um mês atrás...

E se tudo isso for uma continuação?

Postado por larichii , terça-feira, 24 de maio de 2011 22:00

Idiota lendo assim. Fiquei repassando essa frase algumas vezes na minha cabeça, em ocasiões diferentes. Mas as vezes me parece lógico. Vou tentar explicar direitinho essa teoria maluca.


O ser humano é moldado com o passar do tempo, certo? Ele é moldado a partir do ambiente em que vive: família, amigos, lugares onde circula, livros que lê, etc. Mas mesmo assim, acho meio vago tudo isso poder criar uma pessoa inteira. Digo, eu tenho principios que ninguém nunca sequer me explicou o que era, como por exemplo um amor verdadeiro. Até hoje me pergunto de onde tirei isso... Nenhum dos meus familiares me contavam historinhas de amor antes de dormir, desde sempre eu via os meus pais brigando e se detestando, e na escola também não tive um contato com este assunto, não costumava assistir desenhos romanticos e meus primeiros livros foram de aventura.

Então o que raios o amor verdadeiro foi fazer no meu cérebro? E entretanto lá está ele, enterrado muito profundamente. Entendem agora o que eu quero dizer?? Acho que ainda não.

E se esses nossos principios próprios não fossem uma bagagem de uma outra épouca (desculpem aos que não acreditam em reencarnação)?? E as afinidades então? Poxa, chega a ser assustador quando temos uma certa facilidade em nos identificar com uma pessoa, ou quando achamos alguém familiar. E quando não gostamos então? Quando temos uma aversão à pessoa sem ao menos tentar conhecê-la melhor? Não acham isso estranho?

Eu me fascino por coisas assim. As vezes tenho a impressão de que já fiz algo, que já conheci uma pessoa, já cheguei a visitar lugares que tinha visto em sonhos. Sei coisas que nunca aprendi, acho realmente hipnotizante todo esse mistério, e acho uma pena que nunca saberemos o que realmente faz com que o mundo seja o mundo. Bom, se soubermos um dia, não me lembrarei, certo?

Sem chances de voltar atraz

Postado por larichii 21:36

Ando com uma sensação estranha. Visto que é estranha, não sei explicar direito, né. Mas não sei, ando meio desanimada também. Sabe, sempre tive medo de fazer algum erro sem volta, e esses dias, minha professora de Contabilidade soltou a seguinte frase: estamos em um mondo em que não tem como voltar atras.

Eu meio que fiquei chocada com isso, eu sei, bobeira... Mas poxa, eu sempre fui super desleixada, exatamente por saber que poderia corrigir meus erros. E agora pensando bem, nada pode ser corrigido! Amenisado, talvez, mas nunca apagado. Mas ao mesmo tempo, percebo que em tudo na minha vida, eu já fazia isso. Não gosto de segundas chances, nem mesmo em jogos de sinuca. Aconteceu, e ponto final... Não me considero uma pessoa rancorosa, mas talvez com um pouco de bom senso.

Sempre vão lembrar o que você fez, o que você disse, o que você deixou de fazer, isso não é perturbante? Saber que não se pode errar, na prática? Sempre temos que estarmos certos do que estamos fazendo, mas ao mesmo tempo não damos a minima para o que está acontecendo. Acho que é por isso que existem tantas coisas ruins no mundo. A falta de possibilidade de correção.

Eu sempre tento não reagir, não que eu sempre tenha sucesso, mas ultimamente isso tem me livrado de muitas brigas sem razões. Não adianta ficar bravo, xingar todo mundo, querer bater, mostrar quem tá certo na história. Não adianta em nada mesmo, acho que o que as pessoas levam mais em consideração é a aceitação do outro, o tanto que a pessoa é civilizada ao ponto de não levar pro lado irracional da coisa. Sei lá, eu levaria.

Nostalgia

Postado por larichii , quarta-feira, 6 de abril de 2011 09:54

   Sabe, eu não sei como teria sido a minha infância sem você! Você sempre esteve do meu lado, quando brigavam comigo, você sempre me defendia! Quando eu chorava, você sempre falava a mesma coisa, que tinha um poder incrivel de me acalmar instantaneamente “fica assim não, nêm!”. Ah... Como eu daria tudo pra escutar isso agora!


   E eu achava muito engraçado como você nunca conseguia falar meu nome direito! Sempre gritava “Laliii” ou então “Lariza”. Nunca gostei que falasse meu nome errado, mas com você era diferente!

   Você não tem noção do quanto doeu te ver mal... Doeu saber que você tava sofrendo, e saber que eu estava do outro lado do oceano, sem poder voltar para o Brasil, ficar do teu lado e falar “fica assim não, vô! Você vai melhorar”. Mas sabe... Eu até rezei por ti, coisa que nunca faço!

   No dia em que eu cheguei em casa, e recebi a noticia, meu mundo caiu. Eu me desesperei, chorei por quase duas semanas, tá as vezes ainda faço isso. Mas o pior foi quando eu fui no meio do ano pro Brasil, 3 meses depois. Eu não aguentava ver minha vó chorando todas as horas, ela não queria sair de casa, não fazia mais nada! Olha vô, ela tá bem melhor agora! Tenho certeza que você vai ficar feliz com essa notícia, ela não chora mais, mesmo que ela ainda sinta diariamente a tua falta!

   Eu acho que a pior parte disso tudo, é que eu nunca te disse adeus! Tá, eu tava do outro lado do mundo... Mas desde que eu voltei, ainda não tive coragem de ir onde você está descansando, sei lá, acho que tenho medo de perder essa ligação que eu tenho contigo.

   E eu não sei explicar porque eu sinto tanto a sua falta assim! Parace que você era meu pilar, e agora eu to cambaleando pra ficar de pé, mas não to conseguindo! Parece que tudo tá desandando, mas quando eu preciso de forças, eu penso em você e tudo melhora.

   Enfim, este post é pra ti, vô. Pra te falar que eu sinto a tua falta, que todos nós sentimos. Eu te amo muito!

O foda de “crescer” é isso...

Postado por larichii , quinta-feira, 24 de março de 2011 08:04

   A pressão... Sabe, quando eu tinha uns 16 anos, eu sempre achei que ia ser tudo perfeito! Ia entrar na faculdade que eu queria, na universidade que eu queria, minha mãe ia bancar tudo, e depois da facul, eu ia atras de emprego, falando umas 3 linguas, ia ser fácil né?


   Mas daí vem algo inesperado, a mudança. Quando se muda de cidade, você, inconscientemente, muda de planos, muda de sonhos. Eu digo isso, porque quando olho pra trás, nada mais faz sentido, eu tenho aquele sentimento nostálgico de como era bom ter aqueles pensamentos, mas não a vontade de continuá-los. O que me deixa puta...

   Eu nunca pensei que estaria nessa situação! 18 anos, fazendo o segundo ano de uma faculdade que eu não gostaria de estar fazendo (mesmo gostando, não é a faculdade dos meus sonhos!) sem ter a assistencia continua da minha mãe, e sempre escutar minha familia falando que eu a abandonei ( porque ninguém pensa na minha versão da história, ninguém pensa porque eu REALMENTE não quis morar com a minha mãe), ficar louca atras de estágio pra poder bancar a faculdade, sem ter a possibilidade de fazer as coisas tão essenciais na minha vida!

   Sabe, esse negócio de trabalho também é foda! Eu sempre achei que seria tãão simples! Que chegaria lá, explicaria um pouco da minha vida, e pimba-lêlê! Estaria contratada! Eu sei que pra maioria das pessoas é assim... Mas já faz mais de um ano que eu to correndo atras (agora não como antes, verdade...), que vou em entrevistas, e NADA! Eu sei, sou timida pra caraaaalho, e nenhum empresário vai querer contratar alguém assim, né? E sem contar na família que fica achando que eu não quero nada com nada da vida! Acho que eles não sabem o quanto é desgastante chegar em casa e falar “nem deu em nada”, “acho que num vai rolar não”... Pra mim, na minha cabeça, é a mesma coisa que falar “eu sou uma merda”, “nunca vou conseguir nada...”. E tem vezes que eu acabo acreditando nisso, e fico o dia inteiro mal, pensando se eu sou tão merda à esse ponto! Dias que nem hoje...

   Enfim... Inspiração veio, inspiração foi. Só sei que tá foda cara...

Doce (futura) desilusão

Postado por larichii , domingo, 13 de fevereiro de 2011 16:27

   Depois de meses de espera, volta-me este sentimento muito querido (pelo menos por mim). E aí você me diz "ah, então você está feliz, não? O que você tanto desejava, aí, entregue na tua mão!"
   Pois meus caros! Eu estou me sentindo idiota! Mas não no sentido bom. Idiota porque desde já sei que nunca acontecerá nada! Não porque eu não queria! Longe disso! Quero e muito! O problema é que tenho quase certeza absoluta que o tal individuo não se interessará por mim. Não digo os porquês, mas sei disto, do fundo do meu coração.
   Mas ao mesmo tempo, algo me diz que não foi só amizade. E para se sincera, outras pessoas também me dizem o mesmo. Até mesmo uma amiga em comum falou que somos idênticos! (sim, isso faz da situação pior!)

  Enfim, ainda não virei vidente, e também não consigo mais controlar sentimentos alheios. O que há de vir, virá.